9 de fev. de 2012

DECRETO Nº 13.663 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2012



(Publicado no Diário Oficial de 07/02/2012) 
Procede à Alteração nº 153 ao Regulamento do ICMS e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto nos Convênios ICMS 118/11, 123/11, 126/11, 135/11, no Protocolo ICMS 104/11 e no Ajuste SINIEF 16/11.

Confira o texto na íntegra.
http://www.sefaz.ba.gov.br/contribuinte/tributacao/Dec.13.663-12.pdf

8 de fev. de 2012

Segurança: maioria das fraudes é cometida por funcionários


Por Joan Goodchild, da CSO (US)
Complexidade da TI foi apontada por cerca de 40% das empresas que participaram do estudo da consultoria Kroll como principal causa da falsificação de dados.
As fraudes custaram às empresas 2,1% dos ganhos nos últimos 12 meses, o que em um ano equivale a uma semana de receita, de acordo com pesquisa mundial anual sobre fraudes, realizada pela consultoria Kroll, que envolveu mais de 1.220 executivos sêniores ao redor do mundo.
Essa pesquisa também traz dados positivos: o número de fraudes diminuiu no último ano. Entre os entrevistados, 75% relataram algum tipo de golpe, em contraste com os 88% em 2010.
Entretanto, as fraudes continuam sendo trabalhos internos e essa prática tem aumentado, segundo o estudo. Os dados deste ano mostram que 60% dos casos foram cometidos por funcionários das empresas, contra 55% na última pesquisa.
“É importante lembrar que esse número traz apenas os casos em que o responsável foi descoberto”, afirmou o diretor sênior de Business Intelligence e Investigações da Kroll, Richard Plansky. “Acho que é justo dizer que a porcentagem é significativamente alta quando levamos em conta todos os casos. Pelo que temos observado nos últimos anos, esse número é um reflexo de uma economia que é cada vez mais baseada em informação.”
No geral, a preocupação com fraudes subiu 15% entre os executivos em todo o mundo, liderada pelo roubo de informações, corrupção e suborno. Metade das empresas entrevistadas disse que tem vulnerabilidade média ou alta ao roubo de informações, contra 38% em 2010. A complexidade da TI é a principal causa da exposição crescente das fraudes, citada por 36% dos entrevistados em comparação com 28% no ano passado.
“Em comparação com dez anos atrás, cada vez mais o valor de uma empresa passa de coisas tangíveis para ideias, e elas tendem a viver em sistemas na forma de dados digitais”, declarou Plansky. “É aí que está o valor das companhias e os funcionários têm acesso tremendo a essas informações. Esse é um caso em que a tecnologia é verdadeiramente uma faca de dois gumes. Esses maravilhosos e sofisticados sistemas de TI dão fácil acesso a dados sensíveis a uma ampla gama de empregados. Isso é o lado positivo e também o negativo”.
De fato, as empresas relataram maior incidência de roubo de informações e dados eletrônicos, incluindo serviços financeiros (29%), tecnologia de mídia e telecomunicações (29%), saúde, produtos farmacêuticos e biotecnologia (22%) e serviços profissionais (23%).
Cerca de uma em cada quatro empresas reportaram ter sofrido roubos físicos de caixa (ativos e inventários ou roubo de informações), porcentagem menor que em 2010. Gestão de conflitos de interesse (21%); fraude de vendedor, fornecedor ou aquisição (20%) e fraude financeira interna (19%), todos apresentaram aumentos notáveis em relação ao ano passado. A incidência de corrupção e suborno quase dobrou, passando de 10% para 19%.


Fonte: IDG Now em http://idgnow.uol.com.br/

Preços iniciam o ano em alta após queda em dezembro, mostra IGP-DI

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Depois de registrar queda de 0,16% em dezembro de 2011, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) abriu o ano com alta de 0,3%, em janeiro. De acordo com dados divulgados hoje (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no período de 12 meses, o índice acumula elevação de 4,29%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da taxa global, passou de –0,55% para 0,01% na passagem de um mês para o outro, influenciado pelos bens intermediários (de –0,08% para 0,34%). Neste grupo, a principal alta foi observada em componentes para a manufatura, cuja taxa passou de -0,16% para 0,85%. Alguns itens de matérias-primas brutas (-2,09% para –0,34%) também contribuíram para a elevação, como milho em grão (de -4,90% para 8,88%) e soja em grão (de -1,88% para 3,74%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-DI, subiu de 0,79% para 0,81% de dezembro para janeiro. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas, com destaque para educação, leitura e recreação (de 0,42% para 4,90%). Pesaram mais no bolso do consumidor os gastos com cursos formais (de 0% para 8,16%).
Também houve acréscimo em transportes (de 0,59% para 0,86%), habitação (de 0,27% para 0,33%) e despesas diversas (de 0,11% para 0,46%).
Por outro lado, caíram as taxas de alimentação (de 1,65% para 0,47%), vestuário (de 1,03% para -0,35%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,68% para 0,44%).
Último componente do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também sofreu elevação no período, passando de 0,11% para 0,89%. Ficaram mais caros os materiais e equipamentos (de 0,16% para 0,24%), os serviços (de 0,4% para 1,2%) e o custo da mão de obra (de 0,01% para 1,34%). O INCC contribui com 10% da taxa global.
Para calcular o IGP-DI, foram coletados preços entre os dias 1º e 31 de janeiro.
 
Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil

7 de fev. de 2012

Notícia: Código Comercial traz redução de custos

Código Comercial brasileiro deve passar por significativas reformas que devem garantir segurança jurídica no campo da microeconomia e redução de custos para as empresas
Por Antonio Carlos Dudu da Silva em 06/02/2012

Criado em 1850, o Código Comercial brasileiro deve passar por significativas reformas que devem garantir segurança jurídica no campo da microeconomia e redução de custos para as empresas, além do barateamento dos preços dos produtos e serviços ao consumidor. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1.572/2011, de autoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que pretende modernizar o marco regulatório das relações empresariais e garantir proteção para pequenas e médias empresas.
"Nas relações contratuais com as grandes empresas, as pequenas estarão mais resguardadas. Se duas grandes empresas se fundirem, por exemplo, elas devem obrigatoriamente avisar as micro e pequenas empresas que forem suas credoras para que estas possam exercer seus direitos", afirmou o deputado Vicente Cândido em entrevista ao DCI.
Hoje, as micro e pequenas empresas não são avisadas individualmente, mas sim pelo Diário Oficial, o que dificulta o exercício de seus direitos de credoras.
O texto do projeto está em consulta pública pela Internet desde novembro do ano passado, no site do Ministério da Justiça.
Na prática revogado e quase inteiramente regrado pelo Código Civil de 2002 ou até mesmo por normas de Defesa do Consumidor, a lei comercial deve ter mudanças que levem à diminuição da burocracia. Segundo o deputado, haverá a eliminação de toneladas de documentação empresarial, que hoje deve obrigatoriamente ser feita em papel e passará a ser feita exclusivamente em meio eletrônico.
"Desde o Código Civil, de 2002, as sociedades limitadas ficaram excessiva e desnecessariamente burocratizadas. Com a modernização e simplificação da lei, as sociedades limitadas voltarão a ser um modelo de sociedade mais barato", afirma Cândido. As sociedades limitadas são a forma societária mais adotada pelos micro e pequenos empresários, que se beneficiarão da redução de custos com regras mais simples.
Outra mudança é a diminuição do prazo geral de prescrição, reduzido para cinco anos. "Isso atende às características das relações empresa-empresa, que são sempre dinâmicas e velozes. Prazos longos de prescrição não se justificam, porque eternizam indevidamente as pendências jurídicas", diz o autor do projeto.
Dentre os 670 artigos da proposta, destaca-se ainda alterações na responsabilidade civil na relação comercial entre as empresas, com o estabelecimento de limites claros da responsabilidade independente de culpa. No Código Civil, hoje, a responsabilidade objetiva do empresário está definida em termos amplos e imprecisos, gerando insegurança para as empresas. "O Código Comercial não vai restringir a responsabilidade do empresário nas relações com os consumidores ou com seus empregados. Continuarão a vigorar as normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor e a legislação trabalhista", diz Cândido.
O deputado prevê ainda benefícios para o consumidor, com o barateamento dos preços dos produtos e serviços no mercado brasileiro. "Nos países em que o risco jurídico é alto, os empresários aplicam uma fórmula centenária dos investimentos: se o risco é alto, o retorno também tem que ser alto. O retorno alto significa, evidentemente, preços mais elevados. O novo Código reduz o risco jurídico nas relações empresa-empresa e, consequentemente, o País passa a atrair empresários dispostos a investirem com vistas a retornos moderados", diz.
O comércio eletrônico que envolve exclusivamente empresas, o chamado B2B (da sigla em inglês para negócios entre empresas), também deverá sofrer impactos com a nova legislação. As plataformas de venda, via Web, de insumos e serviços para os empresários não está disciplinado em nenhuma lei. "O Código Comercial trará segurança jurídica para o segmento", afirma o autor da proposta. Já o comércio eletrônico entre empresas e consumidores, conhecido como B2C, deve ser contemplado com outra reforma em curso, a do Código de Defesa do Consumidor.
O prazo para que cidadãos opinem sobre a proposta vai até abril e, depois disso, o texto deve sofrer alterações no Congresso Nacional por conta das contribuições.
Segundo Cândido, como a matéria é complexa e envolve diferentes setores e interesses, a aprovação não deve se dar em menos de três anos.
Sistematização
Advogados afirmam que o projeto do Código Comercial vai sistematizar diversas matérias, hoje reguladas de forma dispersa. "A nova lei deve introduzir práticas que já são adotadas pelos empresários, sem que sejam objeto de normatização", diz Paula Vergueiro, do Siqueira Castro Advogados. Para ela, a aprovação do projeto implicará a revogação ou alteração de muitos dispositivos legais vigentes, por isso a segurança jurídica.
De acordo com o advogado Rafael Villac Vicente de Carvalho, do Peixoto e Cury Advogados, muitos princípios do projeto, especialmente com relação à parte de obrigações, serão bem diferentes dos constantes no Código Civil. "Com a aprovação do projeto, os princípios do Código Civil se aplicarão, só a relações civis", afirma.
Para Cláudia Soares Garcia, também do escritório Peixoto e Cury, o projeto também exclui, expressamente, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor a relações empresariais o qual, ainda hoje, acaba, por vezes, sendo aplicado pelo Judiciário em questões de direito empresarial. "A lei comercial tende a acabar com a insegurança jurídica que existe com relação às relações empresariais que, muitas vezes, acabam sendo analisadas sob o prisma de outros tipos de relação jurídica, como civis e consumeristas", afirma.
João Rafael Furtado, do Furtado, Pragmacio Filho & Advogados Associados, destaca que a real mudança que se espera com o código é a respeito dos princípios, resgatando valores do direito comercial e sedimentando "a importância do empresário".
Para Paula Vergueiro, a consulta pública poderia trazer uma possível alteração quanto à supressão de alguns artigos relacionados à disciplina das sociedades por ações. "Embora o projeto de lei não introduza qualquer alteração no marco regulatório do mercado de capitais e na Lei n. 6.404, a manutenção dos dispositivos referentes a esse tipo societário no novo Código Comercial poderia gerar incertezas para os investidores de companhias abertas. O mercado de capitais brasileiros, em fase de consolidação e expansão, poderia sofrer com certa instabilidade", diz.
Segundo a advogada, apesar do tratamento legal diferenciado em certas matérias ser aplicável apenas ao microempresário e ao empresário de pequeno porte, alguns benefícios alcançarão todos os empresários como a possibilidade de todos os atos societários serem elaborados e mantidos em meio eletrônico.
Fonte: DCI / SP

Receita libera da malha fina mais um lote de restituições do IR 2011

Foram liberadas declarações retidas de 2011, 2010, 2009 e 2008.

A Receita Federal liberou da malha fina mais um lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2011. A consulta ao lote estará disponível amanhã (8), a partir das 9h, na internet. Foram liberadas também declarações retidas de 2010, 2009 e 2008. O dinheiro será depositado no banco no próximo dia 15.De 2011, serão creditadas restituições para um total de 43.277 contribuintes, corrigidas em 9,47 %. Do exercício de 2010, serão 13.495 declarações corrigidas em 19,62 %. Referentes ao lote residual de 2009, são 6.861 declarações com correção de 28,08 % e de 2008, o número de declarações liberadas chega a 3.076, corrigidas em 40,15%.Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet(http://www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146.

Edição: Graça Adjuto
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Fonte: Agencia Brasil

6 de fev. de 2012

Receita Federal explica as regras para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2012


Foi publicada hoje, 6/2, a Instrução Normativa RFB nº 1246, de 5 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre as regras para a apresentação da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda referente ao exercício 2012, ano-calendário 2011, pela pessoa física residente no país.
As principais mudanças deste ano são a obrigatoriedade de apresentação da declaração para o contribuinte que, em 2011, recebeu rendimentos tributáveis cuja soma tenha sido superior a R$ 23.499,15 e, em relação à atividade rural, obteve receita bruta em valor superior a R$ 117.495,75.
Também houve o aumento do limite do desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual para R$ 13.916,36; a instituição da obrigatoriedade de o contribuinte que, no ano-calendário de 2011, recebeu rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual, cuja soma tenha sido superior a R$ 10 milhões, ter de utilizar o certificado digital na transmissão da declaração, bem como foi normatizada a dedução referente às doações em espécie, efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente entre 1º de janeiro de 2012 e 30 de abril de 2012.

Assessoria de Comunicação - ASCOM/RFB

No Brasil, até o troféu do Grammy é alvo de impostos


 


Produtor brasileiro premiado recebe a estatueta em casa acompanhada de um comprovante de recolhimento de 60% de imposto de importação e 15% de ICMS, no valor total de R$ 31,24.

SÃO PAULO - O engenheiro de música Enrico De Paoli conquistou o Grammy Latino 2011 de melhor álbum de Música Popular Brasileira pelo trabalho em Ária, do cantor Djavan. Mais do que o reconhecimento pelo prêmio, o carioca ganhou destaque inesperado nas redes sociais após um desabafo sobre os impostos pagos no Brasil.
Ao receber a estatueta em casa nesta segunda-feira, o engenheiro percebeu que ela vinha acompanhada de um comprovante de recolhimento de 60% de imposto de importação e de 15% de ICMS para o Estado do Rio de Janeiro. O troféu, cujo valor foi fixado em R$ 35,26 incluindo frete e seguro, acabou sendo tributado em R$ 31,24. A cobrança foi paga pelo remetente, a Academia Latina de Artes e Ciências Discográficas, mas mesmo assim causou indignação.
"Por mais que a gente tente amar nosso País e ter orgulho de sermos brasileiros, chega um momento que o desgosto e o nojo são inevitáveis. Para vencer no Brasil, tem que ter muita garra, porque o governo é sempre nosso maior obstáculo", escreveu Paoli no Facebook, ao lado da foto em que mostra o prêmio e o documento de arrecadação. O post foi compartilhado por cerca de 12.500 pessoas e a história se espalhou na internet.
Questionada, a Receita Federal afirmou que encomendas enviadas por meio de remessas expressas são sempre tributadas, independentemente da natureza do objeto. O cálculo do imposto é feito em cima do valor declarado pelo remetente. Segundo o órgão, se o troféu tivesse vindo na bagagem do produtor, seria um bem condizente com a viagem e, portanto, não seria alvo de cobrança.
"Tributar em qualquer valor uma estatueta do maior prêmio mundial da música simboliza a extorsão e o abuso tributário que todos os brasileiros vivem sem nenhum tipo de retorno", afirmou Paoli ao Estado. O produtor disse que o comentário na rede social não tinha o objetivo de causar alarde e que o tamanho da repercussão surpreendeu. "É sinal de que a indignação não é só minha", destacou o carioca, que, além de Djavan, já trabalhou com Marcus Miller, Daniela Mercury e Jota Quest.
Em 2011, os brasileiros pagaram uma quantia recorde de impostos e contribuições. Segundo dados da Receita, a arrecadação federal somou R$ 969,9 bilhões no período, uma alta real de 10,10% ante o ano anterior. Em 2012, os contribuintes já deram aos cofres públicos aproximadamente R$ 155 bilhões, o equivalente a cerca de 250 milhões de salários mínimos, segundo cálculos da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios