13 de ago. de 2012

"Os juros vão baixar mais ainda"

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, afirmou nesta segunda-feira que a taxa básica de juros (Selic) irá cair ainda mais. A informação foi dada em seu discurso na cerimônia de lançamento do programa Inova Petro, na sede da Petrobras, iniciativa para fomentar inovação na cadeia de petróleo e gás.

A Selic se encontra hoje em 8% e a expectativa de economistas ouvidos pelo Banco Central na semana passada para o relatório Focus é de que haverá dois outros cortes, até que a taxa chegue a 7,25% ao ano, ampliando ainda mais o recorde de baixa.

Pimentel também comentou que uma série de indicadores da economia brasileira está em trajetória de crescimento. "A inflação está controlada e em baixa. As contas públicas estão equilibradas. A relação dívida pública e PIB é das mais baixas. A balança comercial é favorável e estamos a pleno emprego. Não há outro país com o mesmo perfil", disse Pimentel. Segundo Pimentel, falta o crescimento econômico, mas vamos fechar o ano melhor.

"O Brasil continua no rumo certo. O governo tem no plano Brasil Maior um campo forte de diálogo com o empresariado. O que fazemos hoje reforça a força da economia brasileira. Nossos fundamentos macroeconômicos nos permite ser otimista", diz. Para o ministro, a cadeia do petróleo e gás está para a economia brasileira como esteve a corrida espacial para a economia americana no século passado.

(Com Agência Estado)

Oito passos para efetuar uma demissão

Dispensar um funcionário não é uma situação confortável. Mas o clima de tensão pode aumentar caso o empreendedor não siga à risca as regras e os prazos que regulam a demissão de um colaborador. O advogado André Massara Viggiano, coordenador da área trabalhista do escritório Grossi Paiva Advogados, em São Paulo, lembra que um dos primeiros passos deve ser consultar o contador ou o departamento financeiro, para checar se estão disponíveis valores suficientes para concretizar a demissão. A seguir, oito itens obrigatórios na hora de demitir.

1. Aviso prévio
Empregado que trabalha até um ano em regime CLT tem direito a 30 dias de aviso prévio. A cada ano adicional no local, é necessário acrescentar três dias – até o limite de 3 meses, quando não há mais acréscimos.

2. Multa
Se a empresa não quiser conceder o aviso prévio, terá de pagar o equivalente a um salário ao funcionário. É preciso pagar também uma multa de 40% em cima do valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

3. Prazos
São dois: se for cumprido o aviso prévio, a rescisão deverá ser paga no primeiro dia logo após o término do contrato. Se o aviso for indenizado, deve-se pagar até o décimo dia, contado a partir da notificação.

4. Rescisão
Quando for cumprido o aviso prévio, deve-se pagar: saldo de salário, férias proporcionais àquele ano acrescido de um terço desse valor, 13º salário proporcional, eventuais horas extras e, se houver, férias vencidas, acrescidas de um terço desse valor. Quando o aviso prévio for pago, deve ser acrescentado a essa lista o equivalente a um salário. Em ambos os casos, paga-se a multa de 40% sobre o FGTS.

5. Horas extras
Precisam ser consideradas e pagas antes de o funcionário se desligar. São calculadas considerando o valor regular da hora de trabalho, acrescido de 50%

6. Papéis
Deve-se entregar três documentos ao funcionário:
- termo de rescisão de contrato de trabalho, com os dados do trabalhador e a discriminação dos valores pagos na rescisão;
- guias de seguro-desemprego (para quem trabalhou por no mínimo 6 meses na empresa e não foi dispensado por justa causa);
- chaves de conectividade (documento para que o funcionário possa ir à Caixa Econômica Federal acessar o FGTS)

7. Estabilidade provisória
Existem situações em que os funcionários não podem ser demitidos:
- mulheres grávidas, no período que se estende do início da gestação até o final da licença-maternidade (seja de 4 ou 6 meses, conforme o combinado entre a funcionária e a empresa);
- empregado que sofreu acidente de trabalho, até um ano após retornar ao trabalho;
- funcionários envolvidos em acordos com sindicatos que consideram determinado aspecto relacionado à demissão.

8. Justa causa
É caracterizada pela quebra de confiança, o que inclui itens como abandono de emprego, insubordinação, indisciplina, ofensa ao empregador ou a outros funcionários. “As causas mais comuns são abandono de emprego, insubordinação ou mau procedimento”, diz Viggiano. Nesse caso, na hora da demissão, o funcionário recebe apenas o saldo de salário e as férias vencidas, acrescidas de um terço desse valor, e eventuais horas extras.

Postado por: Redação PEGN

A realidade tributária brasileira

Definir nossa realidade tributária com base apenas na carga excessiva, atualmente na faixa dos 35% do PIB, chega a ser uma análise simplista, muitas vezes com viés emocional. Menospreza o fato, por exemplo, de estar diminuindo a produção de bens e serviços não reportada ao governo, com o intuito de sonegar impostos, evadir contribuições à seguridade social, descumprir leis trabalhistas e evitar outros custos inerentes à formalidade.

Toda essa economia subterrânea, que chegou a representar 21% da produção nacional em 2003, atualmente se situa na faixa dos 18%, segundo estudos da FGV. Mesmo assim, ainda convivemos com um “por fora” do tamanho da Argentina, o que nos mantém bem acima da média mundial, estimada em 10%.

No geral, porém, a Receita Federal do Brasil (RFB), responsável pela gestão de mais de 80% do tributos aqui arrecadados, tem sido considerada uma instituição exemplar em planejamento e administração.

O órgão federal não mede esforços para cumprir seu plano estratégico de aproximar a arrecadação efetiva da potencial. Prova disso é o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), hoje uma referência para outros países em virtude de suas características e resultados.

Na prática, o Sped age aumentando gigantescamente a percepção de risco dos contribuintes, uma vez que todas as informações empresariais são transmitidas eletronicamente ao Fisco no tocante a cadastro de clientes, fornecedores e produtos; documentos fiscais de compra e venda; apuração tributária, inventário e, em um futuro bem próximo, também na esfera trabalhista.

Gigantescos também são os números em torno dele. A NF-e, por exemplo, uma de suas vertentes principais, teve início em 2005 e já abrange 800 mil empresas emissoras e milhões de receptoras.

Amargamos o maior custo de conformidade fiscal e tributária

Criado em
2006, por sua vez, o Sped Fiscal incluirá até 2014 todos os contribuintes de ICMS e/ou IPI, cerca de 1,5 milhão de empresas. Após esta data, há fortes indícios de que mais quatro milhões de optantes pelo Simples Nacional entrarão no projeto. O Sped Contábil, por sua vez, absorveu cerca de 150 mil empresas nessa escrituração digital, desde 2007.

O festival de siglas inclui ainda CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), que inicia o cronograma de obrigatoriedade nacional em 2012 e já conta com mais de oito mil empresas de transporte de cargas participando do projeto e o Fcont (Controle Fiscal Contábil de Transição), modelo de escrituração para apontar diferenças entre um padrão vigente e outro revogado, tornando-se uma anomalia jurídica, fiscal e contábil, para dizer o mínimo.

Já a EFD-Contribuições, originalmente denominada EFD-PIS/Cofins, abarcou em tempo recorde 150 mil pessoas jurídicas sujeitas à tributação com base no lucro real e incluirá também em 2012, caso não haja adiamento, outras 1,5 milhão de empresas do lucro presumido. Ou seja, em um prazo alucinante, pequenas empresas contábeis foram igualmente tragadas pelo Sped.

Em 2013, entra em cena a EFD-Social, cujo objetivo é instituir uma versão digital da folha de pagamento e outras informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Com a novidade, espera-se outro aumento expressivo da base de arrecadação, considerando-se estimativas da própria RFB: aproximadamente 30% dos trabalhadores autônomos e empregados domésticos se encontram na mais absoluta informalidade.

Enfim, muito do que antes era um eterno arquivo morto em papel, armazenado até mesmo em Kombis incendiárias, agora transita pela sofisticada nuvem fiscal digital.

A questão, porém, é a eficiência desse modelo. Afinal, a que custo rumamos para indicadores de formalização compatíveis aos das nações desenvolvidas?

Com 33 alterações em normas tributárias por dia, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o que a maioria das empresas vivencia é um verdadeiro terrorismo fiscal.

Em meio a regras tão instáveis, complexas e antagônicas, amargamos o maior custo de conformidade fiscal e tributária em um ranking de 183 países, conforme estudo do Banco Mundial.

Nada de se estranhar frente a 27 legislações normatizando os tributos estaduais e cerca de 5.565 fazendo o mesmo nos municípios, sem contar as leis federais, muitas vezes contraditórias ao regulamentar dezenas de impostos e contribuições.

Para complicar ainda mais, decretos, portarias, instruções normativas e outros dispositivos infralegais promovem uma autêntica ditadura tributária, patrocinada por regras surgidas ao sabor de canetadas e frequentemente travestidas com o manto sagrado do benefício.

Dessa forma, a incrível competência em controle e arrecadação de tributos acabou gerando um intricado paradoxo: nossa competitividade é muito mais prejudicada pela ineficiência do sistema tributário do que propriamente favorecida por sua comprovada eficácia.

Bom mesmo seria se as nossas autoridades compreendessem que “a simplicidade é o último degrau da sabedoria”. Ao aplicar esta máxima de Khalil Gibran ao sistema tributário brasileiro, teríamos a união de eficácia com a eficiência, potencializando assim o empreendedorismo naquele que já é o “país da transparência”, pelo menos no mundo empresarial.

Por Roberto Dias Duarte | VALOR ECONÔMICO

2 de ago. de 2012

Total de tributos pagos pelos brasileiros chega hoje a R$ 900 bi


Os brasileiros vão desembolsar, desde o primeiro dia de 2012 até as 12h00 desta quinta-feira (2), R$ 900 bilhões com o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais, de acordo com dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Com o total arrecadado até esta quinta, é possível pagar mais de 1,445 milhão de salários mínimos ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por mais de 348 mil meses.

Outras aquisições
 
O dinheiro ainda permite comprar mais de 33 milhões de carros populares, mais de 749 milhões de notebooks e mais de 817 milhões de geladeiras simples.
Ainda seria possível construir mais de 25 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, quase 65 milhões de salas de aula equipadas, mais de 3 milhões de postos de saúde equipados ou mais de 55 milhões de postos policiais.
Além disso, poderiam ser construídos mais de 9,7 milhões de quilômetros de redes de esgotos e serem pagas mais de 6,4 bilhões de Bolsas Família, considerando o benefício no valor de R$ 70, e plantar mais de 179 bilhões de árvores.

Impostômetro
 
O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.
O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até a data escolhida pelo usuário.

Fonte: Infomoney

Com um olho no PIB e outro no mensalão, Dilma prepara mês dos pacotes

Foco das novas medidas de estímulo serão a desoneração tributária, as obras de infraestrutura e a redução das tarifas de energia elétrica

 

Ainda neste mês, uma presidente da República preparada para transmitir otimismo aos brasileiros – sobretudo aos empresários que relutam em investir – virá a publico para divulgar mais um pacote econômico. Ainda que o Palácio do Planalto tenha anunciado diversos deles nos últimos meses, sem colher resultados expressivos, Dilma Rousseff deseja que agosto seja marcado como o mês da virada. A diferença é que, desta vez, não será apenas um, mas sim três grandes projetos a serem revelados pelo governo federal. Conforme adiantado pelo redator-chefe de VEJA, Lauro Jardim, os alvos serão mais desoneração tributária para a indústria, estímulos a obras de infraestrutura e diminuição dos encargos do setor elétrico. Tudo para tentar fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) não carregue até o final do ano seu atual (e infame) apelido de “pibinho”. A presidente também vê nesses anúncios, no mínimo, uma oportunidade de desviar as atenções do julgamento do mensalão – onde importantes integrantes de seu partido, o PT, estão no banco dos réus – com um noticiário favorável ao governo.

Segundo fontes ouvidas pelo site de VEJA, em todos os anúncios haverá um ponto comum: o desejo da presidente em reduzir o “custo Brasil” que torna a economia doméstica, sobretudo a indústria, pouco competitiva em relação a seus pares internacionais. Com impostos menores, melhor infraestrutura e tarifas mais módicas de energia elétrica, o intuito do Planalto é tentar fazer com que a produção no país fique mais barata – e, consequentemente, os preços. A expectativa é que um dos “pacotões” seja anunciado já em 12 de agosto e os demais até o fim do mês ou, no mais tardar, em setembro.
 
Mensalão – “O governo tem pressa em apresentar uma agenda positiva por conta do massacre que o julgamento do Mensalão está causando. Assim, amenizaria um pouco a tensão se as medidas saírem até setembro. É uma estratégia política”, disse ao site de VEJA uma fonte da indústria, próxima das negociações, que não quis ser identificada.
Um indício do quão acaloradas estão as discussões nos bastidores do Planalto e da Esplanada dos Ministério foi o adiamento de duas reuniões importantes: uma entre integrantes do governo para tratar do Plano Brasil Maior, que aconteceria nesta quinta-feira (dia 2), e outra com 30 empresários para discutir o atual cenário da economia, prevista para a próxima terça-feira (dia 7). O cancelamento não significa que Dilma desistiu de avançar nestes pontos. Pelo contrário, ela quer planejamento e ação imediata. O governo adiou os encontros para chegar com propostas concretas nas duas.
 
Os pacotes – Um dos pacotes que Dilma e sua equipe devem anunciar em breve é a ampliação da desoneração fiscal do setor industrial, que pode chegar a 30 bilhões de reais. “O interessante é que o governo está pensando agora em algo mais horizontal, isto é, sem optar por um ou outro produto”, revela a fonte da indústria. Em seus dois “Planos Brasil Maior”, lançados em agosto de 2011 e abril deste ano, a equipe econômica concedeu reduções de impostos a produtos e segmentos escolhidos a dedo. Nesta quarta-feira, por exemplo, entrou em vigor a desoneração de folha de pagamentos de onze segmentos.

Fontes ouvidas pelo site de VEJA relatam que o governo fez o diagnóstico de que os planos anteriores falharam num ponto. Ao desonerar produtos específicos, muitas empresas tiveram um trabalho contábil dobrado. É o caso, por exemplo, de indústrias que fabricam diferentes tipos de produtos – desonerados e não –  e que se viram obrigadas a se adaptar a regimes tributários diferentes. Em vez de se beneficiar, a medida acabou gerando mais trabalho e perda de tempo. 
O setor industrial pode também ser beneficiado com a integração do PIS e da Cofins, em análise no Ministério da Fazenda e na Receita. Com a medida, será possível ganhar agilidade na apuração e recolhimento destes impostos e melhoria na recuperação de créditos fiscais.
 
Setor elétrico – A economia brasileira será favorecida também por outro “pacote” a ser divulgado em breve: o que cortará tributos do setor elétrico, de modo a tornar a conta de energia mais barata. “A presidente exigiu que o custo caia, ao menos, em dois dígitos”, afirmou uma fonte do setor em referência a uma redução de 10% ou mais. A ideia em discussão é a eliminação de encargos antigos que oneram as contas e que já teriam perdido sentido. Tem havido divergência, contudo, nos debates sobre a abrangência da medida. O corte ou redução de tributos poderão ser aplicados apenas à energia consumida pelas indústrias – as maiores clientes das distribuidoras – ou ser estendidos a todos os clientes do país, inclusive pessoas físicas.
 
Privatizações – Dilma e sua equipe devem apresentar também um novo pacote para melhorar a infraestrutura logística no país. Segundo fonte ouvida pelo site de VEJA, há alguns projetos bem avançados e outros que passam por uma análise lenta e cuidadosa, como, por exemplo, a concessão de portos à iniciativa privada – hoje gerenciados integralmente pelo setor público. Há 15 dias, o governo federal reuniu representantes da iniciativa privada para discutir a possibilidade de abrir concessões para administração de terminais portuários em todo o território nacional. A aproximação dos empresários é também sintomática de uma conclusão da presidente: a de que o governo federal tem deixado a desejar na hora de investir. 

Entre os projetos mais bem estruturados estão os ligados aos modais rodoviário e ferroviário. Planos para novas concessões de estradas federais – principalmente fora do estado de São Paulo que já possui os melhores índices de qualidade viária do país – e de ferrovias estão a todo vapor. Um que está maduro é o do trem de média velocidade que sairá de São Paulo (SP) e se ramificará em três linhas, chegando a Santos, Sorocaba e Campinas. “Hoje o transporte de passageiros é prioridade na linha férrea. No novo projeto, haverá um arco metropolitano que não interferirá na linha de passageiros e permitirá integrar o literal, a capital e o interior. Não será preciso desviar de São Paulo para se chegar ao litoral”, explica uma fonte do setor. Outro projeto, em Palmas (Tocantins), também está avançado. Além disso, existem propostas para que novos aeroportos passem por processos de concessão, a exemplo do que foi feito com os de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos) e Brasília (JK). 

Mirando a infraestrutura, Dilma estenderá a mão também aos governadores. Ela prepara uma nova rodada de apoio financeiro aos estados para apressar investimentos prioritários, às vésperas das Copas das Confederações e do Mundo, em 2013 e 2014, respectivamente. Conduzido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, o apoio aos governos dos estados – principalmente via crédito de longo prazo do banco de fomento – visa também melhorar a integração regional.

Com dois "Planos Brasil Maior", Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2, um Programa de Compras Governamentais e uma taxa básica de juros (Selic) em seu menor patamar histórico (8%), a economia brasileira insiste em crescer pouco, afetada pelo ritmo lento de vendas no varejo e baixa produção industrial. Novos três pacotes virão. Se confirmados, é alentador o conjunto de boas notícias que trarão: o reconhecimento de que o custo Brasil precisa ser enfrentado, de que privatizações não podem ser alvo de eterna negação por puro preconceito político-partidário e de que a iniciativa privada é essencial para o futuro da economia nacional. Seu real efeito sobre o PIB e competitividade brasileira requererá, no entanto, tempo para uma avaliação mais aprofundada.

Fonte: Veja, Naiara Infante Bertão

1 de ago. de 2012

Acessos ao canal Conectividade Social


Na tarde de hoje, 1, o presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, esteve reunido com representantes da Caixa Econômica Federal, em Brasília. Novamente o principal assunto tratado foi a inoperância do canal Conectividade Social – ICP.

A equipe da Caixa reconheceu o problema na administração de fluxo de informações e que está colocando a opção de utilização do sistema antigo, usando as senhas disponibilizadas no padrão AR (disquete), de forma a solucionar temporariamente o problema. Dessa forma, a partir da disponibilização, as empresas poderão optar, também, pelo antigo canal de conectividade. Ainda segundo as informações prestadas, até ás 15h, 350 mil senhas antigas já haviam sido recuperadas, a uma taxa de recuperação de 70 mil senhas/hora.  No máximo até amanhã a entidade emitirá comunicado oficial sobre o assunto.

Na ocasião foi entregue ainda ofício solicitando a dispensa de toda e qualquer multa relativa ao FGTS resultante das dificuldades de acesso, até que as mesmas sejam sanadas e o sistema volte a operar normalmente; a emissão de comunicado, pela Caixa, informando à população e às empresas brasileiras, os problemas existentes; o posicionamento urgente da Caixa quanto à solução definitiva para os problemas ora existentes.

Participaram do encontro:

Valdir Pietrobon – Presidente da Fenacon;
Dina dos Reis Pereira –Diretora Executiva de Fundos de Governo;
Sergio Antonio Gomes -  Superintendente Nacional do Fundo de Garantia;
George Menezes -Superintendente Nacional de Operações e Suporte em TI;
Henrique José Santana– Gerente Nacional do Passivo do FGTS.

Fonte: Fenacon Noticias

Confaz amplia prazo para parcelar débito ICMS


Os contribuintes dos Estados de Mato Grosso, Acre e do Distrito Federal terão mais tempo para aderirem a programas de parcelamento e não precisarão apresentar garantias para pagamento de débitos do antigo ICM (substituído pelo ICMS) e do ICMS inferiores a R$ 500 mil.

As alterações foram autorizadas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a partir do Convênio ICMS nº 81, publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O prazo para aderir aos parcelamentos passou de 28 de setembro para 23 de novembro de 2012. Nesta data os contribuintes terão que formalizar sua participação com o pagamento à vista do débito ou da primeira parcela.

Em junho, o órgão havia autorizado a concessão de parcelamento dos impostos, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2010. Os dois Estados e o DF podem reduzir multas, juros e acréscimos legais.

Fonte: Valor Economico